Saltar para a informação do produto
1 de 1

Matosinhos. Arquitectura e Urbanismo em Três Modernidades

Matosinhos. Arquitectura e Urbanismo em Três Modernidades

Álvaro Domingues, Ana Catarina Costa e Teresa Cunha Ferreira (eds.)

PROMOÇÃO 10% ESGOTADO

(Coedição com a Câmara Municipal de Matosinhos e a Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto)

O "terramoto" de Leixões, com epicentro nas margens do Leça, em Matosinhos e Leça da Palmeira, fez-se sentir com um fortíssimo abalo, no último quartel do século XIX, e com intensas réplicas, ao longo do século XX, que tiveram um forte impacto e transformaram completamente sobretudo estas duas localidades, a nível económico, social, urbano e paisagístico.
Matosinhos-Leça, em poucas décadas, deixou de ser somente uma vila de pescadores e uma pacata e romântica estância de veraneio, para se tornar no maior centro piscatório e conserveiro do país e no maior porto sardinheiro do Mundo.
Tamanha revolução exigia um apurado planeamento arquitetónico e paisagístico para fazer face a tantas necessidades prementes.
Grandes nomes da arquitetura portuguesa tiveram um papel decisivo no esboço e no planeamento da Matosinhos do último século e meio, tais como Licínio Guimarães, Arménio Losa, David Moreira da Silva e Maria José Marques da Silva, Fernando Távora, Alcino Soutinho, Siza Vieira, ou Souto de Moura.
Esta publicação é, por isso, uma forma singela de homenagear todas estas personalidades, que contribuíram para o engrandecimento de Matosinhos, num projeto ambicioso e relevante, desenvolvido por um grupo de eminentes professores e investigadores da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, centrado na evolução arquitetónica e urbana de Matosinhos.
Este notável trabalho tem, assim, um espectro temporal alargado, com a génese nas obras de construção do Porto de Abrigo de Leixões (1884) e o seu epílogo no encerramento da Refinaria da Petrogal (2022), ou seja, cerca de 140 anos.

Do Prefácio de Fernando Rocha, Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Matosinhos 

Ano de edição: 2024

Páginas: 336

Coleção: Arquitetura

Nº de coleção: 10

Dimensões: 17 x 24 cm

Encadernação: Brochado

ISBN: 978-972-36-2095-5

Ver detalhes completos

Álvaro Domingues

Geógrafo, doutorado em Geografia Humana e Prof. Associado da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto nos cursos de Mestrado Integrado e Doutoramento, e investigador do CEAU-FAUP, Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo.
É membro do Conselho Científico da FAUP. Entre outras obras é autor de: Paisagem Portuguesa (FFMS, Lisboa, 2022, com Duarte Belo), Portugal Possível (Museu da Paisagem, Lisboa, 2022, com Duarte Belo e Rui Lage), Paisagens Transgénicas (Museu da Paisagem, 2021), Volta a Portugal (Contraponto, Lisboa, 2017), Território Casa
Comum (com N. Travasso, FAUP, Porto, 2015), A Rua da Estrada (Dafne, Porto,
2010), Vida no Campo (Dafne, Porto, 2012) e Políticas Urbanas I e Políticas Urbanas II (com N. Portas e J. Cabral, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2003 e 2011), Cidade e Democracia (Argumentum, Lisboa, 2006).
É membro correspondente da Academia de Ciências de Lisboa. Desenvolve uma actividade regular como conferencista e escreve no jornal Público.

Ana Catarina Costa

Mestre (2010) e doutorada (2022) em arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Integra, desde 2015, o Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo (Universidade do Porto) e, em 2022, passou a integrar também o Centro de Estudos Geográficos (Universidade de Lisboa) no âmbito da sua participação no projecto de investigação "Habitar Siza" enquanto bolseira pós-doutoral. A sua produção científica enquadra-se no âmbito da história, teoria, sociologia e geografia de arquitectura, focando-se em temas ligados à habitação, com particular incidência no Processo SAAL/Porto, objecto de estudo do seu doutoramento.
Desenvolve actividade editorial, pertencendo ao conselho editorial responsável por uma colecção de livros dedicada ao SAAL, publicada pela Tinta-da-china, e integrando o projecto editorial Stones against diamonds, que se debruça sobre a condição política, artística e disciplinar da arquitectura.

Teresa Cunha Ferreira

Teresa Cunha Ferreira é arquiteta pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP, 2004) e obteve Doutoramento Europeu pelo Politécnico de Milão (2009). Tem experiência profissional na Direção Regional de Edifícios e Monumentos do Norte (ex DGEMN), entre outras colaborações, consultorias e projetos. Desde 2007 tem vindo a desenvolver atividade docente no Politécnico de Milão, na Escola de Arquitetura da Universidade do Minho e na FAUP (desde 2012 até ao presente). Desde 2009, é membro Integrado do Centro de Estudos Nuno Portas (CENP-FAUP), no Grupo ‘Património da Arquitetura, da Cidade e do Território’ (PACT), onde desenvolve e coordena projetos de investigação como o ‘Atlas de projeto em património: contributos da Escola do Porto’ (IR, FCT), ‘Keeping It Modern: Piscina de Marés’ (IR, Getty Foundation), ‘SizaATLAS: Colmatar lacunas no Património Mundial (co-IR, FCT), entre outros. É coordenadora da Cátedra UNESCO ‘Património, Cidades e Paisagens. Gestão Sustentável, Conservação, Planeamento e Projeto’ da Universidade do Porto.

Da mesma coleção