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Coimbra, 1969

Coimbra, 1969

A Crise Académica, o Debate das Ideias e a Prática, Ontem e Hoje

Celso Cruzeiro

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O combate e a festa que envolveram a luta não se puderam resumir num acto, antes constituíram um processo, rico e multifacetado, longe de se poder definir ou compartimentar ideologicamente, mesmo à chegada. Ele representou claramente a expressão própria de um grande movimento, contraditório no âmago das forças que o integraram globalmente, mas dirigido por correntes marxistas críticas e inovadoras, fora dos cânones clássicos do modelo de desenvolvimento tradicional do movimento associativo. E revelou, a espaços, a novidade de muitos aspectos da luta da juventude europeia contra a ideologia produtivista e desumanizante das denominadas sociedades industriais do ocidente e do leste europeus. Aflorou aspectos claros de mutação radical de gestão do espaço das nossas vidas, da ocupação do quotidiano e do significado da condição estudantil. Por isso a raiz cultural assumia tão grande importância no desabrochar dos novos caminhos. Mas todo o seu percurso foi espontaneamente «regulamentado» pelas especiais condições que caracterizavam a vida universitária na cidade e pelos parâmetros que balizavam as metas políticas da luta contra o fascismo e contra a guerra.

Ano de edição: 2010 (3ª ed.), 1989 (1ª ed.)

Páginas: 280

Coleção: Textos

Dimensões: 16,1 x 23,9 cm

Encadernação: Brochado

ISBN: 978-972-36-1082-6

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Celso Cruzeiro

Celso Cruzeiro nasceu em 18 de maio de 1945, em Cajadães - S. Vicente de Lafões, e é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, cidade onde viveu, de 1963 a 1969, na «República do Palácio da Loucura». De 1966 a 1969, integrou várias estruturas estudantis de luta pela conquista democrática da Associação Académica de Coimbra, desde o Secretariado do Conselho de Repúblicas à Comissão Pró-Eleições. Foi um dos responsáveis pela publicação do jornal «O Badalo», órgão de resistência estudantil e, ainda em Coimbra, colaborou nas revistas «Vértice» e «Capa e Batina». Em 1969 foi eleito para a Direção da AAC, investido na situação de responsável pela atividade cultural daquela associação. Foi um dos principais dirigentes da revolta estudantil denominada "crise académica de 1969", da qual escreveu, vinte anos mais tarde, a história e a interpretação política, «Coimbra, 1969» (Afrontamento, 1989). Participou nas estruturas do MFA na Guiné e, após a revolução, por determinação dos responsáveis daquele Movimento, assume a chefia da redação do jornal Voz da Guiné. Em dezembro de 1974 é eleito para a Comissão Política Nacional do Movimento de Esquerda Socialista, organização política em que militará até à sua extinção. Em 1975 encontra-se a advogar em Aveiro, onde ajuda a fundar a Associação de Dinamização e Educação Popular de Aveiro. No plano profissional, passa então a intervir em várias causas de repercussão social. Em 1980 publica «Afluentes de Abril» (ed. Centelha) e em 1982 funda, em Aveiro, a Cooperativa de Cinema Grande Plano, que organizará o Festival Internacional de Cinema dos Países de Língua Oficial Portuguesa até 1990. Em 1995 publica o romance «Não Pode Ser» (Editorial Notícias) e em 1999 é agraciado, pela Presidência da República, com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade. Subscreveu o manifesto político de fundação do Bloco de Esquerda. Tem participação vária em artigos de opinião e em debates nos diversos órgãos da comunicação social.

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