Salamaleques
Salamaleques
29 estórias de protocolo
Manuel de Novaes Cabral (texto) e Alberto Péssimo (ilustração)
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Lendo este título, perguntará o leitor o que faz aqui, neste livro, uma referência de inspiração muçulmana: Salaam Aleikum, ou a paz esteja convosco (na grafia e na tradução mais comuns).
É consabida a longa permanência árabe e muçulmana na Península Ibérica, da qual herdamos muito conhecimento, muitos hábitos e também relevantes elementos linguísticos.
Salaam Aleikum corresponde a um cumprimento cerimonioso na língua árabe, em particular para os muçulmanos. Este cumprimento, tornado expressão, arreigou-se na nossa língua na forma simplificada de salamaleque. Continua a significar um cumprimento, mas com um certo toque de ridículo – a que não serão estranhos os gestos e a inclinação rituais que os muçulmanos usam fazer.
Entre nós, alguém cheio de salamaleques significa que é exagerado, com excesso de cuidados, pouco natural. Algo complexado até.
Expressão aproximada de outra que é usada no Brasil, cheio de nove horas, esta em virtude da hora formal a que se deveria dar por finda uma visita…
Assim, sendo muitas vezes os agentes de protocolo associados a alguém cheio de salamaleques e sendo estas estórias de protocolo simples e despretensiosas, estórias sem nove horas, entendi dar-lhes esta cobertura geral de… salamaleques!
Ano de edição: 2026
Páginas: 128
Coleção: Álbuns
Nº de coleção: 239
Dimensões: 18,5 x 24 cm
Encadernação: Brochado
ISBN: 978-972-36-2180-8
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Manuel de Novaes Cabral
Manuel de Novaes Cabral, n. 1960, estudou direito e economia. Foi adjunto do presidente da Comissão de Coordenação da Região do Norte (1990-2001), Chefe do Gabinete do Ministro das Obras Públicas, Transportes e Habitação do XV Governo Constitucional (2002-2003), Director Municipal da Presidência da Câmara Municipal do Porto (2003-2011) e presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (2011-2018). No âmbito dessas funções foi Secretário-geral da Assembleia das Regiões Europeias Vitícolas (1998-2001), membro da Comissão Executiva da Great Wine Capitals (2003-2011), membro do Conselho de Administração da Associação Ibérica dos Municípios Ribeirinhos
do Douro (2003-2011). Desde 2020, é presidente da Fundação Museu Nacional Ferroviário e Cônsul honorário de França no Porto.
É comendador das Ordens da Honra, da Grécia (2002) e do Mérito Real, da Noruega (2008), oficial da Ordem do Mérito Agrícola, de França (2005) e cavaleiro das Ordens della Stella della Solidaritá Italiana (2008) e de la Légion d’Honneur (2014). Foi agraciado com as Medalhas do Mérito Profissional, grau ouro, da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia (2018) e do Mérito, grau ouro, da Câmara Municipal do Porto (2023). Prégon do Dia do Município de Duruelo de la Sierra, Espanha (2006), Prémio Relações Interculturais, da Liga dos Chineses em Portugal (2011) e Personalidade do Ano, da Associação dos Municípios Portugueses do Vinho (2013).
Alberto Péssimo
Alberto Péssimo (nasceu na Ilha de Moçambique, em 1953, sendo a família oriunda de Arganil; pseudónimo de Carlos Dias). Diplomado pela Escola Superior de Belas Artes do Porto. Expõe regularmente desde 1977, tendo realizado mais de três dezenas de exposições individuais e participado em inúmeras exposições colectivas. Dedica-se à pintura, à escultura e à cerâmica, sendo ainda cenógrafo. Faz ilustração de livros, sendo muitos os que ostentam desenhos seus na capa. Realizou acções de formação e de animação, entre outras, na Cooperativa Árvore, na Fundação de Serralves, na Fundação Calouste Gulbenkian e na Alfândega do Porto. Escreve, sob o pseudónimo de Carlos da Capela, tendo produzido um sem número de livros-objecto. Foi professor no Colégio dos Órfãos, no Porto, desde 1980, nas áreas das Artes Visuais, das Tecnologias, da História das Artes Gráficas
e da Expressão Dramática. Recebeu diversos prémios de pintura e de escultura, entre os quais o prémio de escultura e o de presença na primeira exposição de artes plásticas da Câmara Municipal do Porto.
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